Esse tal de cinema realmente não deixa que nós cinéfilos brochem diante de filmes que “bombam” (literalmente) por ai, enquanto aproveitam do fogo dessas “explosões” para queimar as células do cérebro.
Enquanto US$147 milhões de dólares constroem filmes sem profundidade cinematográfica, assim tornando-se os piores trabalhos de sua determinada época ou os piores exercícios narrativos já vistos (Qualquer semelhança a Michael Bay , Emmerich e derivados é mera coincidência),"District 9" chega para aliviar, com seus modestos 30 milhões, os ares dos que achavam que o “cine fx” estava perdido nas mãos da ambição.
Neil Blomkamp trás efeitos visuais num contrastes extraordinários com o real que, por vezes, nos confunde sobre o que é a maquiagem ou efeitos computadorizados. Mas, é no roteiro de Neil e Terri Tatchell que ambos mostram a inteligência de conter um fundo politicamente histórico, mas não priorizando estes termos, tratando do assunto com leveza para não tirar a característica do “American summer”, o que esta longe de ser um defeito, já que o filme se mantêm in – up até quando joga a toalha e da lugar ao gore, mutilações, explosões de cabeças e etc.
Mas, é impressionante como o fundo realístico do filme soa extremamente familiar. A começar que a narrativa se baseia no“Apartheid” como intriga social que rege no filme, assim surgindo os reflexos da conduta política, do racismo, as classes sociais, enfim, as opressões a qualquer ser aqui denominado “diferente” (No caso, os extraterrestre que no filme vivem junto aos negros) que não tem a palavra, mesmo que aqui os “Ets” , pelo o tempo em sociedade, demonstrem um processo de humanização interessante no filme.
E falando de “diferentes”, a genialidade aqui percorre por toda parte e uma delas é o elenco desconhecido que está espetacular, destacando Sharlto Copley como Wikus, que expõe num tour de force cravado com todo o desenvolvimento do personagem na história que vai do bobão sem autoridade alguma para expulsar os "grilos" de seus barracos na favela, até o herói que se junta a esses mesmo seres. Além de um determinado momento, depois de ser denominado como um "infectado", o personagem reflete como fica a situação árdua de um homem que se disvirtua de um sistema autoritário imposto pelo governo. Talvez por isso, torcemos para o fim dessa civilização.
Obrigado a quimica de Peter Jackson e Blomkamp por nos fazer reviver um cinema genial como esse, enquanto achavamos que tudo estava indo para o espaço.
Eu já sabia que o ano de 2009 seria extremamente corrido para mim, pelo ingresso na faculdade, juntamente com o trabalho. Mas, não imaginava que até mesmo às duas horas de intervalo que tenho entre trabalho e faculdade seriam preenchidas juntamente com boa parte dos finais de semana. Mas, em 2010 as coisas tendem a ficarem mais espaçosas, já que termino os projetos de extensão que estou fazendo este ano, portanto o “Cine ao Cubo” volta as suas devidas atualizações. Agradeço a quem continuou comentando e até mesmo pediu atualizações.
Mas, venho também para avisar que a escolha da bancada para a 2º edição do TOP30 já está sendo feita e logo será divulgada. Portanto, procure acompanhar os lançamentos desse ano no Brasil e divulgar em seus Blogs (Através de textos ou num local separado apenas com notas) para fazer parte desta, ou entre em contato para saber como pode ser convidado para participar. Mais uma vez, agradeço a todos os visitantes e boas experiências cinematográficas a todos.
Beijo pra quem é de beijo, abraço pra quem é de abraço.
A morte de Michael Jackson fez-me escrever só agora sobre “O Hospedeiro”, filme lançado em 2007, aqui no Brasil. Se quem me lê, não captou a relação de ambos, explano o porquê deste ponto de interrogação que sai de vossa cabeça. Não só de homenagens à mídia usufruiu ao padecimento do rei do Pop, deixam o sentimentalismo para cair na “graça da desgraça” alheia. Não só deste exemplo sobrevivo, poderia citar o atentado de 11 de setembro, ou a morte da Isabella Nardoni. Por fim, sabemos então que, por vezes, antes de ocorrer algo trágico ocorre a tensão, o suspense, tendo como resultado o horror. A repulsa. Que depois cai nas graças da comédia. Do humor negro. Das ironias, do universo.
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Muitos estranham o aglomerado de gêneros e sensações que Bong Joon-ho joga para fora da tela, na controversa história baseada no incidente McFarland, onde neste filme é focalizado o caso de uma família que perde a menina Hyun-seo, que é cuidada com muita atenção por todos da família, desde o preguiçoso pai Kang-du e o atencioso avô Hie-bong, até os tios Nam-ju, uma arqueira olímpica, e o advogado desempregado Nam-il, depois do ataque de um monstro surgido do rio Han.
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A estrutura usada por Bong tem como objetivo criar uma unidade de ação: existe uma combinação de atos lineares, onde uma parte depende de outra surgindo uma explicação plausível antes mesmo de surgir alguma interrogação. Vê-se isto desde a primeira parte do longa, como que o monstro surgirá das águas. Além de que, logo em sua introdução, os estadunidenses do filme estão como cobaias de termos equivocados sociais, primeiro como mandante da poluição do rio Han, mostrando toda negligência e imperícia, além do tom de imposição sobre os demais. E logo adiante no filme, teremos o cientista também norte americano (Aquele que não anda por onde olha), como figura patética que os demais Sul-coreanos o segue e não contestam pela ilusão de que o louco realmente é o paciente Kang-du e não o cientista maluco.
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A crítica a nação norte americana como tutora do incidente de McFarland, não fica somente em limar os americanos presentes no filme, mas também em seu enredo, desde a crítica ao sistema capitalista sempre enfatizado por aquela nação, vistas em alguns diálogos, como “Não entendo esse povo que acha que dinheiro compra tudo”, seria até uma frase comum, se não saísse da boca de um mendigo, ou outras alfinetadas como a busca de resoluções norte americanas, através de guerras, saída de uma das crianças “ Essas pessoas só andam aos tiros”, alem das citações sobre a poluição e o próprio conformismo da população da Coréia do Sul.
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Uma das coisas que mais dão méritos a esta obra de Joon-ho, é a maneira de embutir todo este conteúdo intertextual, dentro de um liquidificador com um aglomerado de gêneros que teoricamente poderiam até se converter, mas que aqui possuem uma harmonia grandiosa que se encaixam em momentos corretos. Mas, pode-se até dizer que Bong procura base na tragédia para formular outros sentidos à trama. Vemos que tudo está numa crise de valores e o monstro surgiu para piorar ainda mais as coisas, tudo fruto do homem e nada mais.
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Mas, o diretor ainda trata da tragédia de forma que prende o espectador, tanto pela já clássica cena do ataque do monstro, impiedoso, ágil e que chega sem aviso, quanto pela agradável maneira de tratar de todos os ocorridos da história, independente do sentido que ela queira passar. Depois do desaparecimento de Hyun-seo , temos a primeira demonstração de Bong de que o trágico acaba caindo no riso. No ridículo. Como o descontrole emocional no “velório” da menina, que muda todo o sentido em poucos segundos, mas que não perde a sua essência. Uma pena que alguns espectadores rejeitem essas emoções.
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Por trás dos efeitos B, em cima do monstro, existe uma construção estupenda dos personagens que rapidamente faz o espectador terem simpatia pelos mesmos, sendo assim, para depois os efeitos do clímax ser mais enfático, pois tudo está voltado para a família Park e não para o monstro. Bong usa o monstro mais para crescer o caráter de suas figuras, do que para destruir a cidade e tirar vidas. Cara experto. Mais interessante ainda, é pelos heróis na história terem um alicerce entre a força do “eu” e a do destino, mas tudo envolvido no caos mundial, pela sociedade e pelo juízo, além dos personagens sempre terem uma “falha trágica” (O pai que pega a menina errada, o avô que pega uma arma sem bala, a tia que não atira a flecha a tempo, o tio que erra todas as garrafas no monstro e até a Hyun-seo quando tenta sair do esgoto, além da falha coletiva da policia e dos cientistas em não acreditarem na família). E é até em vão dizer, o quanto estas personalidades são interpretadas com excelência.
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Visto que a tragédia aqui também consegue resultado na comédia, o drama acaba sendo uma anomalia entre ambas. Em “O Hospedeiro” se vê, tratando-se da carga dramática, uma assimilação dos métodos contemporâneos com os antiquados: constrói em cima das forças sociais ou particulares, mas não deixa de lado o conteúdo histórico. Portanto, a junção que o roteiro faz é ir buscando dentro de cada gênero, mais profundidade e assim, retirando do trágico, a comédia e do drama usufruir dos dois, criando a tragicomédia e também o melodramático.
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Friso agora que peguei o falecimento de Michael para mostrar as atitudes dos ainda vivos em cima do Pop star, assim como são mostradas as atitudes “humanas” em “The Host” (E não que eu fosse comparar a estética do monstro com a face de Michael) e por fim, “O Hospedeiro” se declara um filme importantíssimo para este século e continuará sendo durante muito tempo (E pensar agora que toda essa história das bombas coreanas contra os EUA, daria ainda mais conteúdo a Bong...), mas que possui um caráter subjetivo que poucos diretores conseguem assimila-los com perfeição. Bong arremessa da tela as emoções que o homem vive em seu dia a dia: você se retesa, ri, se arrepia, estagna, chora ou qualquer outra sensação que o homem vive em sua jornada vital.
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Cotação: ³ ³ ³ ³ ³ (Filme excelente)
SOARES, Angélica. Gêneros Literários. 4.ed. São Paulo: Ática, 2003.
Há quem se surpreenda com um filme francês demonstrar o que acontece no dia a dia nas escolas públicas de seu país, quando este contém um desenvolvimento considerável em suas rendas. Mas, caso pensem que o diretor Laurent Cantet usa suas câmeras para seguir o que o próprio título já nos diz ou apenas como referência à sua nação, engana-se, pois “Entre os muros da escola” ultrapassa fronteiras e registra algo praticamente universal. . O que há de surpreendente neste filme é o elenco ser totalmente amador, tendo o nome dos personagens como o mesmo dos atores e por ir além de uma atuação qualquer, onde dão uma sensação de realidade extrema em que faz a câmera de Cantet parecer extremamente documental, como se elas estivessem pregadas as paredes da sala e os alunos estivessem sendo monitorados. E por essa proximidade da câmera mesmo, mostra a capacidade do elenco em seus primeiro filme e também por estarem se auto retratando em película de forma precisa. . O que se extrai do filme é tão amplo quanto às polêmicas referentes às escolas públicas existentes. Talvez, os reflexos sociais que cada personagem representa e é minuciosamente explícito não venha apenas do Professor Marin (Que também escreveu o livro ao qual o longa baseia-se), mas sim dos sociólogos das décadas de trinta como Emile Durkheim e alguns mais recentes como Davaillon e Van Zanten, onde o reflexo de fatores extrínsecos aos que se vê no filme estão diretamente ligados as atitudes dos alunos dentro de sala,pois a força das situações sociais atuam de forma veemente em cima dos membros das escolas públicas. Mas, são automáticas as referências dos sociólogos em cima do que acontece no filme, mas não deixa de ser uma soma. . Laurent ainda registra o que é muito comum pela França: estudantes estrangeiros, em sua maioria, de forma impreterível têm em seus estudos o fracasso como resultado final. Isso está representado principalmente pelo novato Carl, que desde o principio já são soltos termos de sua vida como reflexo de suas atitudes dentro do colégio. Outra observação são os equívocos no método de ensino usado nas escolas (Uma das coisas que mais se assemelha com o Brasil) que logo fazem os alunos tomarem certas atitudes descompromissadas com a aula, por serem mal elaboradas. Isso me fez lembrar do livro francês chamado Le Tour de la France par deux enfants (Que foi reescrito por Bilac aqui no país, com o nome de “Através do Brasil”) onde seu caráter pedagógico mostra a cautela que deve ser tomada numa sala de aula e que temos que usufruir de uma forma mais divertida para ensinar os alunos. Agora entendo melhor a intenção do livro. . O final de “Entre os muros da escola” fez-me lembrar do sistema abordado na Coréia do Sul. As salas vazias e o barulho do pátio onde jogavam futebol e todos se divertiam, remete ao que os sul-coreanos fazem nas mais de oito horas de aula que seus alunos possuem, com divertimentos que não deixa de lado que o adolescente aprenda o que deva ser aprendido (Se não o Professor é demitido e deixa de ganhar o seu excelente salário), mas melhor ainda seria que estudantes daquele colégio (que representam muitos outros) percebessem que a mesma força que eles tinham em suas expressões com os professores, poderia servir como escudo para mudar a situação de suas vidas para o futuro em relação à falta de atenção que lhes são concebidos como cidadãos. . Estrutura simples, mas que consegue perfeição em seu conteúdo.
. . Uma das maneiras de usufruir de algo mais desconcertante para fazer de uma história ou de uma cena um momento mais forte é colocando crianças para participar de tal. Poderia até colocar outras cenas de “Desejo e Reparação” aqui, como a linda cena final, ou a beleza que é fotografada na guerra, mas essa cena, em que Briony (Saoirse Ronan) aparece e flagra Cecília (Keira Knightley) e Robbie (James McAvoi) numa cena de sexo, foi a que mais me chamou a atenção no filme, justamente por colocar a ética em jogo e colocar em pauta uma parte que não é comum e trás uma situação interrogativa, e num instante que deixa o espectador em situação paralisada, como se estivesse vendo um filme de horror. . .
Mais uma vez Hitchcock exige de seu elenco com seus constantes diálogos e poucos cortes, sempre preparando o espectador para o que virá a diante e assim causando a ruptura quando chega ao ápice do conflito e do clímax. Podemos dizer que “Disque M para Matar” é um “Festim Diabólico” mais amplo. Alfred usufrui mais dos espaços proporcionados, mesmo que a casa do casal seja usada na maior porcentagem do filme, com uma ou duas câmeras fora do cômodo, algo que não ocorreu de forma alguma em “Festim” que nem atravessou direito à sala de jantar.
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Diferente de outros filmes do diretor, aqui, Hitch prepara o observador para os momentos mais tensos de maneira mais ágil e mais densa (Como em “Psicose” e “Os Pássaros”, diferente de “Janela Indiscreta”). A conversa dos sempre brilhantes atores Anthony Dawson (O Assassino) e Ray Milland (O “vilão”) na introdução da história faz o espectador concentrar-se para os atos que serão cometidos para ambos os personagens. Quando simulam o assassinato, nós já grudamos nossos olhos a tela e daqui para frente nossa atenção passa a ser automática. Típica de Hitchcock.
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A partir de um momento, quando tudo parece previsível e mais próximo do epílogo, o roteiro nos engana prolongando ainda mais a tensão do filme, nos deixando intrigados pelas voltas da situação do triangulo amoroso, junto com o excepcional ator Patrick Allen, no papel do detetive Pearson , que cresce a cada entrada em cena, tanto como profissional quanto o seu personagem, que serve como um pivô por intrigar ainda mais a narrativa , em relação a Margot, interpretada pela linda Grace Kelly. Atores que se transformam em bonecos nas mãos de Hitchcock para completar toda a aura sofisticada de seu estilo, em todas as partes técnicas.
Pouquíssimas vezes alguém retorna a sala de cinema para rever o filme que acabara de assistir. Ainda mais quando a segunda vista se torna cada vez mais forte em suas emoções e fazendo observar mais detalhes que só acrescentam à obra e quando terminamos essa revisão nos resta um gosto na boca de que deixamos de ver algo nele, ainda que já estejamos anestesiados com a junção de emoções sublimes e ao mesmo tempo chocantes que emerge da tela.
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Não só conseguindo cenas que ficam na cabeça durante um determinado tempo, mas sim para toda a vida de um cinéfilo, Ari Folman ousa ao ultrapassar as barreiras costumeiras de uma animação (Sim, tem “Persépolis”, mas não se compara ao impacto de “Bashir”) para mostrar a sujeira e impiedade de uma guerra, através de uma estética a principio infantil. Mas, por algumas cenas demonstrar os atos não saudáveis de alguns guerrilheiros, é bom tirar as crianças da sala, mesmo que o longa ainda obtenha conteúdos corretos para entrar na cabeça dos pimpolhos e mostrar a realidade em torno do mundo em que ele vive, mas ainda não conhece e que estará prestes a conhecer.
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Por várias vezes dava vontade de voltar a rodagem, por me ver hipnotizado com as imagens e com a trilha sonora que só com ela pode nos encantar e assim fazendo não prestarmos atenção em mais nada, tendo pouca atenção nos diálogos de extrema importância na complexidade do roteiro, todavia como os mistérios envoltos da memória (Na verdade, na falta dela) do personagem principal, que serve como apoio para reconstruir as lembranças de jovens soldados, relacionando com as profundas cargas psíquicas existentes no interior de cada um, pela realidade (Num estilo mais documental) que, por vezes, mais parece alucinações.
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Visualmente apreciamos momentos únicos, fazendo o desenho mais parecer um sonho por beirarem o sublime e pelos quadros também criarem uma atmosfera através dos recursos visuais que transmite pavor pela devastação de suas imagens. Pois mesmo com essa magnitude diante de nossos olhos, ainda Folman usa de momentos não tão fáceis de assistir por seu cinema coragem, original e audacioso ir muito além de qualquer comentário, por ir a fundo à guerra, principalmente a batalha interior e, portanto, não é em poucos parágrafos que se consegue expor as dimensões humanas.
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E mesmo que tantos adjetivos enfáticos supracitados sejam frutos da empolgação de acabar de vê-lo e depois venha a calhar que o filme não é tudo isso, que fique registrado que ele ao menos me conquistou durante um bom tempo.